sexta-feira, 25 de março de 2011

Entenda a situação atual das células-tronco

Todo mundo já ouviu falar de células-tronco, principalmente por causa das polêmicas geradas sobre as pesquisas científicas que as utilizam. Mas depois de tantas informações sobre o tema, qual é a situação atual da utilização das células-tronco?

A polêmica sobre o tema começou em 2005, quando as pesquisas com células-tronco embrionárias foram permitidas no Brasil, com a aprovação da Lei de Biossegurança, que autorizava, entre outras coisas, que embriões congelados há mais de três anos ou inviáveis para a implantação em útero fossem usados em pesquisas científicas, desde que houvesse o consentimento dos pais.

Essas células têm a capacidade de se dividir e originar outras células - idênticas a elas ou outras mais especializadas. Existe ainda outra variedade de células-tronco: as embrionárias, que têm a capacidade de originar todas as células do organismo, como as que formam os neurônios, as células do coração, do pulmão e do fígado, por exemplo. Acredita-se que as células-tronco embrionárias podem ser esperança para a cura de diversas doenças degenerativas.

A lei foi contestada no mesmo ano, principalmente por grupos religiosos que condenavam a prática como sendo uma forma de interrupção da vida, uma vez que a célula já havia sido fecundada.

Em 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em última instância, liberar o uso de embriões para fins terapêuticos. Porém, as pesquisas com células-tronco embrionárias ainda são recentes. No Brasil, por exemplo, ainda não há testes clínicos com essas células.

Há inúmeras equipes de cientistas pesquisando sobre o tema no Brasil e em todo mundo. O Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) é um exemplo disso. O coordenador do Laboratório é o cientista Steven Rehens, que escreve uma coluna na revista Ciência Hoje. Confira o que Steven Rehen fala sobre divulgação científica e sobre sua atuação na Ciência Hoje neste vídeo.

Saiba mais! Entenda o que são as células-tronco na matéria da Ciência Hoje das Crianças, publicada em 2008.

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